quinta-feira, 30 de julho de 2009

TALENTO, UNÇÃO E CRIATIVIDADE (PARTE I)

LOVE De vez em quando ainda me surpreendo com alguma lembrança da minha infância. Durante as aulas na Escola Bíblica Dominical, as professoras – na verdade, hoje sei, eram simplesmente pessoas capacitadas por Deus para serem facilitadoras no nosso processo de aprendizagem, e que amavam muito fazer isto –, se esforçavam para transmitir as verdades bíblicas usando os meios que elas tinham à sua disposição na época. Nada de aulas com animações em DVD e CD-ROM, ou nem mesmo utilizando apresentações em slides em um Data-Show, e nem com o auxílio de um retroprojetor (eram tão caros, na época). Nenhuma computação gráfica ou uso da realidade virtual: recursos que Bíblias On-Line iriam nos trazer mais tarde. Bem mais tarde…

Criatividade. As professoras – ou as “tias”, como nós as chamávamos –, se esforçavam ao máximo para nos trazer a elucidação de histórias bíblicas de maneira simples e de fácil compreensão, usando além das Revistinhas da EBD (na época, não tão modernas e bem diagramadas, como as de hoje em dia, e nem não tão coloridas como deveriam), flanelógrafos, fantoches, parábolas, cantigas, anedotas cristãs, dramatização e muita criatividade. E paciência também! Hehehe…

 

O finalista do programa "Astros" do mês de Julho de 2009, Anderson Lima,  entoando o hit gospel: "Faz um milagre em mim", de Régis Danese.

Talvez uma das parábolas que mais marcou a minha infância, e a história da minha vida como um todo, foi a Parábola dos Talentos. Uma história de autoria do próprio Senhor, escrita há milênios atrás, sendo recontada a algumas crianças, numa classe bíblica, por volta do ano de 1990. Impactou-me a forma como aquele senhor recompensou a cada um de seus súditos, quando retornou para ajustar as contas com eles, proporcionando a cada um o justo tratamento por terem multiplicado os seus talentos. “Sobre muito te colocarei”, disse aos servos que sabiamente souberam ser fiéis no pouco que receberam.

Ao servo inútil – que, temeroso em  arriscar o único talento que recebera, enterrou-o – disse o seu senhor: “Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.” (Mateus 25:26-29) Uau! Esta parte sempre me causou um enorme calafrio!

Talento. Uma palavra de um significado tão tremendo, e que agrega uma grande responsabilidade da parte daquele que o detém. Sei que um dos talentos que Deus me deu foi este que estou fazendo uso neste exato momento: o dom de escrever. E procuro fazê-lo bem, e com excelência. Tento melhorar cada vez mais, e o blog é uma das minhas maneiras preferidas de ir aperfeiçoando-o cada vez mais. Outro talento que foi-me “emprestado por Deus foi o dom de cantar, ou melhor, o dom de ministrar louvores a Ele em forma de canções. Desde que o descobri, latente dentro de mim, algo que espontaneamente foi vindo para fora, tenho procurado não enterrá-lo, mas tento usá-lo cada vez mais para o engrandecimento do Nome do Senhor Jesus Cristo.

Deus tem-me concedido nestes dias muitos outros dons, como o dom de ser pai, o dom de ser um bom amigo, o dom de ser um bom esposo, o dom de amar, o dom de ser amado, o dom de compartilhar, o dom de ensinar (e por isso, sou professor, com muito orgulho!). Ele o tem feito pela Sua imensa Graça, pois como sabemos, Graça é um “favor não-merecido”! Não mereço, realmente, que Ele faça de mim um levita, um escolhido, um vaso, um “ministro de louvor para as nações”, como ele certa vez prometeu, através da boca de um de seus profetas. Mas tudo é por Ele, tudo é para Ele, e tudo é dEle. “Glória, pois, a Ele eternamente.” (Romanos 11.36)

Ser escolhido por Deus tem as suas vantagens, e também os seus desafios e lutas inerentes ao Chamado dEle. Mas temos que ter sempre em mente que o nosso amanhã está nas mãos dEle, e que nós temos uma escolha a fazer: duvidar ou crer. Aqueles que escolhem a dúvida escolhem viver a margem do Plano, afastando-se da boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Aqueles que decidem viver pela fé, serão por ela justificados, e poderão gozar da Paz de Deus, que excede a todo o entendimento.

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