sábado, 22 de maio de 2010

TEMER A DEUS É TER MEDO DE DEUS?

“Temer a Deus é o mesmo que ter medo de Deus? Quando Deus diz que devemos temê-lo, o que espera de nós?”

A Bíblia diz: “Servir ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor” (Salmo 2.11); “... os homens temam e tremam perante o Deus de Daniel...” (Daniel 6.26). Deus é tremendo e temível, mede as águas do oceano na concha das Suas mãos e a Terra é o escabelo dos Seus pés; sabe onde mora a luz e qual é o peso de sua boca e os raios atendem ao som de Sua voz. Em suas mãos há poder e força e ninguém que se levante contra Ele prevalecerá.

Entretanto, tenho reparado ultimamente (não que seja um fenômeno recente, é claro) como algumas pessoas enxergam Deus diferentemente. Vale muito bem lembrar que Deus é Pai amoroso, bondoso e cheio de compaixão, mas nem por isso deixa de estabelecer limites para os Seus filhos.

As expressões “temor de Deus” e “medo de Deus” são usadas com freqüência nas igrejas. Mas, infelizmente, a maioria de nós não consegue diferi-la uma da outra. Nos dois textos que citamos na abertura deste artigo, ambas as expressões estão impostas. “Temer” é “reverenciar”, “respeitar”. O temor surge quando temos a exata noção de Sua presença, grandeza, santidade e majestade. Um renomado teólogo escreveu que “os filhos de Deus desconhecem o medo para com o Seu Deus, mas respeitam-no tal como os filhos respeitam aos seus amados pais”. Temor do Senhor é culto solene, racional e sincero, reverente adoração, atenção respeitosa, é confiança final e observância aos preceitos divinos em gratidão eterna por Sua graciosa misericórdia para conosco. Temer ao Senhor é reconhecê-lo como santo e honrá-lo como Deus.

Como exemplo disso, temos as passagens de Apocalipse 15.4 e Filipenses 2.12. O temor do Senhor é diretamente aplicável à nossa vida diária pela observância dos Seus mandamentos e obediência aos Seus preceitos (Salmo 112.1).

Ter medo de Deus, por sua vez, é estremecer diante da sua manifestação, é apreensão pelo Seu juízo, espanto pela Sua grandeza. Enquanto o temor é uma ação espontânea dos filhos de Deus, o medo é uma reação imposta aos Seus inimigos. Basta que leiamos Naum 1.2-5: “O Senhor é um Deus zeloso e vingador; o Senhor é vingador e cheio de indignação; o Senhor toma vingança contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos. O Senhor é tardio em irar-se, e de grande poder, e ao iníquo não absolverá. (...) Os montes tremem perante Ele, e as rochas se derretem”. Por isso Moisés cantou ao atravessar o Mar Vermelho: “Os povos ouviram e estremeceram, dores apoderaram- se dos habitantes da Filístia. Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã. Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza do seu braço emudeceram como uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor, até que passasse este povo que adquiriste” (Êxodo 15.14-16)

Por mais valente que seja um homem, mais audaciosa a sua coragem e estrondosa a sua voz, ainda que ele inquiete os seus inimigos e os faça correr movidos pelo medo, os seus filhos o reverenciam e admiram-no e os seus inimigos o respeitam. Assim, dos Seus filhos o Senhor requer temor e dos Seus inimigos Ele exige tremor, medo.

Fonte: Mensageiro da Paz

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