sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Respostas àqueles que não gostam do Natal

Por Renato Vargens
 
natal 3Concordo plenamente com o meu amigo Ezequias Marins quando afirma que  muitos dos argumentos utilizados por  pastores e teólogos no combate ao Natal, se fundamentam num frio puritanismo (que procura ser mais rigoroso do que o mais rigoroso dos verdadeiros puritanos) ou num neo-pentecostalismo gedozista,  que defende o banimento das celebrações natalinas firmados no entendimento de que árvores de Natal, guirlandas, pisca-piscas, e demais enfeites são na verdade evocações de divindades pagãs.

Caro leitor, Celebrar o Natal é celebrar a encarnação.  Celebrar o Natal é entender que Deus soletrou à si mesmo numa linguagem que o ser humano possa entender”. É entender que por amor aos eleitos Ele se tornou um de nós.   “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (João 1:14a).
 
Como bem afirmou o meu amigo Luiz Wesley Natal tem a ver com a própria personagem da auto-soletração de Deus a nós: Jesus Cristo (João 14:9). Ele é Deus com face humana tangível (II Coríntios 4:6), com jeito de falar — sem tradução e sem sotaque! — a língua da gente. É encarnação às últimas conseqüências (Filipenses 2:8), é identificação radical (Filipenses 2:6), é o Eu Sou que “colou”, que se aderiu à realidade humana (Filipenses 2:7). Encarnação é a maneira pela qual Deus dá um jeito de nascer na forma humana (João 1:14), numa verdadeira reentrada no mundo que já era Seu (João 1:11), mas sem se tornar ordinário (Isaías 53:9b, I Pedro 2:22).

Isto posto fico a pensar se Cristo não tivesse nascido, o que seria de nós? 

Há alguns anos foi publicado um curioso cartão de Natal, com os dizeres:

"Se Cristo não tivesse nascido."

Um pastor adormeceu em seu escritório numa manhã de Natal e sonhou com um mundo para o qual Jesus nunca tinha vindo. Em seu sonho, viu-se andando pela casa: mas lá não havia presentes, nem árvore de Natal, nem guirlandas enfeitadas; e não havia Cristo para confortar, alegrar e salvar.

Andou pelas ruas, mas não havia igrejas com suas torres agudas apontando para o Céu. Voltou para casa e sentou-se na biblioteca, mas todos os livros sobre o Salvador tinham desaparecido.

Alguém bateu-lhe à porta, e um mensageiro pediu-lhe que fosse visitar sua pobre mãe à morte. Ele apressou-se a acompanhar o filho choroso; chegou àquela casa e disse:  "Eu tenho aqui alguma coisa que a confortará". Abriu a Bíblia, procurando alguma promessa bem conhecida, mas viu que ela terminava em Malaquias. E não havia evangelho, nem promessa de esperança. E ele só pode abaixar a cabeça e chorar com a enferma, em angústia e desespero.

Não muito depois, estava ao lado de seu esquife, dirigindo o ofício fúnebre, mas não havia mensagem de consolação, nem palavra de ressurreição gloriosa, nem céu aberto; mas somente "cinza a cinza e pó ao pó" e um longo e eterno adeus.

O pastor percebeu, afinal, que "ELE não tinha vindo". E rompeu em lágrimas e amargo pranto, em seu triste sonho. De repente, acordou ao som de um acorde. E um grande brado de júbilo saiu-lhe dos lábios, ao ouvir, em sua igreja ao lado, o coro a cantar:
 
"Ó vinde, fiéis, triunfantes, alegres,
Sim, vinde a Belém, já movidos de amor.
Nasceu vosso Rei, o Cristo prometido!
Oh, vinde, adoremos ao nosso Senhor!"


Regozijemo-nos e alegremo-nos hoje, porque "ELE VEIO"! Aleluia!  Cristo é o motivo da nossa festa! Cristo é o motivo da nossa alegria! Cristo é o Sentido do Natal.

Pense nisso!

Renato Vargens

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com/2010/12/respostas-aqueles-que-odeiam-o-natal.html

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