sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Uma parábola dos nossos dias

cara depauUm certo parlamentar, cristão-evangélico, eleito com o voto dos evangélicos, após vários mandatos parlamentares, vem ao público evangélico com uma "bomba": se dizendo arrependido, confessa que roubou milhões aos cofres públicos, por mais de dez anos, em todos os mandatos aos quais foi eleito pelo voto dos crentes, que sabia que estava fazendo coisas erradas (incluindo desvios de verbas públicas que deveriam ir para áreas essenciais como a Saúde da população, que aos montes ainda costuma morrer nas filas dos hospitais públicos, por falta de atendimento médico, bem como de medicamentos, etc.), mas que "sempre" teve um problema com a questão da honestidade, desde criança, e que precisava ser "tratado" nesta área da vida dele (eita desculpa esfarrapada). Pedia mil perdões, a Deus e ao mundo, em especial aos evangélicos que os elegeram.

Gravou um vídeo, e postou no CrenteTube, prometendo que traria à tona todas as falcatruas que praticou, e diz estar disposto a submeter-se às consequências de sua conduta, que incluía a ‘disciplina’ de sua igreja local, e de seu pastor, que, inocente nisto tudo, desde o início de sua carreira política fora seu grande incentivador, dando a "cara a tapa" pelo Brasil afora, ao acompanhar o parlamentar por várias igrejas, sempre atestando a sua honestidade e exemplariedade de fé aos crentes. Ele mesmo (o pastor) foi apenas um de milhares de pessoas que se sentiram enganadas pelas armações do político em questão; entretando, lá estava ele novamente, envergonhado, mas ainda assim dando a cara a tapa mais uma vez, acompanhando de perto o caso do irmão, para que o mesmo não viesse a desviar-se e perder a sua salvação.

Mas veja, passando-se alguns meses (isso mesmo, eu disse meses!), ‘cansado’ da disciplina pastoral em sua igreja local, o poítico sai de sua igreja de origem, e é recebido em outra comunidade, já de olho, provavelmente, em sua influência política. O outro pastor, ciente de que aquele parlamentar não cumpriu com sua palavra de trazer a público maiores esclarecimentos de sua conduta irregular, não obastante passa a dá-lo respaldo para retornar à vida política, passando a dizer que o dito-cujo já passou pela disciplina, e que para todos os efeitos Deus já o perdoara, e que as pessoas deverão também perdoá-lo, e já nas próximas eleições, elegê-lo novamente para o cargo no qual ele, por mais de dez anos, mentiu, roubou, e praticou toda a sorte de corrupção.

Agora, eu pergunto: você votaria em um candidato como este novamente? Veja bem, não votar na pessoa significa não perdoá-lo (uma vez que, como cristãos, devemos perdoar nosso próximo)? Claro que não, significa apenas que estamos a preservá-lo de uma futura oportunidade de cometer novamente aquele mesmo pecado que o levou a cair. Afinal, ele mostrou-se inapto ao exercício daquela função pública, e como cristãos, devemos dar o suporte para que o irmão não caia novamente!

Enfim, você votaria nele?

Hoje, exatamente no dia de hoje, vejo que MUITOS crentes votariam dele sim (e isso no pleno conhecimento do passado do irmão, e com a desculpa de que estão crentes em sua plena ‘restauração’), infelizmente.

E quem lê, que entenda.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os evangélicos e a revolução moral gay

Albert Mohler Jr.1

A igreja cristã tem enfrentado muitos desafios na sua história de 2000 anos. Mas agora está enfrentando um desafio que  sacode seus alicerces: o homossexualismo.

Para muitos observadores, isso parece estranho e até mesmo trágico. Por que os cristãos não podem simplesmente unir-se à revolução?

E não se enganem, é uma revolução moral. Como o filósofo Kwame Anthony Appiah da Universidade de Princeton demonstrou em seu recente livro, "The Honor Code" (O Código de Honra), as revoluções morais geralmente permanecem por longos períodos. Mas isso é difícil de acontecer com o que temos testemunhado na questão do homossexualismo.

Em menos de uma simples geração, o homossexualismo passou de uma coisa que era quase universalmente entendida como pecado, para outra  que está sendo declarada equivalente à moral da heterossexualidade — e merece tanto a proteção legal quanto o encorajamento público. Theo Hobson, um teólogo britânico, argumenta que isto não é exatamente o enfraquecimento de um tabu. Pelo contrário, é uma inversão moral que acusa aqueles que defendem a antiga moralidade de nada menos que "deficiência moral".

As igrejas e denominações liberais facilmente escaparam dessa situação desagradável. Simplesmente se acomodaram à nova realidade moral. Agora o padrão está estabelecido. Essas igrejas discutem o assunto com os conservadores argumentando que mantêm a antiga moral e os liberais defendendo que a igreja deve se adaptar ao que é novo. Finalmente, os liberais ganharam e os conservadores perderam. A seguir, a denominação consagra abertamente os candidatos gays ou decide abençoar as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Esse é um caminho pelo qual os cristãos evangélicos comprometidos com toda a autoridade da Bíblia não podem tomar. Uma vez que cremos que a Bíblia é a palavra de Deus revelada, não podemos nos acomodar com essa nova moralidade. Não podemos fazer de conta que não sabemos o que a Bíblia ensina explicitamente, que todos os atos homossexuais constituem pecado, o que acontece em todo o comportamento sexual humano fora da aliança do casamento. Cremos que Deus revelou um padrão para a sexualidade humana que além de apontar para o caminho da santidade, também indica a verdadeira felicidade.

Portanto não podemos aceitar os sedutores argumentos que as igrejas liberais adotaram tão rapidamente. O fato de que o casamento entre pessoas do mesmo sexo agora é uma realidade legal em diversos estados significa que devemos futuramente estipular que seguimos as Escrituras para definir o casamento como a união de um homem e uma mulher — e nada mais.

Fazemos isso sabedores de que antes, em nossa sociedade, muitos  partilhavam das mesmas pressuposições morais, mas agora um novo mundo está surgindo rapidamente. Não precisamos ler  as pesquisas e as avaliações, tudo o que temos de fazer é conversar com os nossos vizinhos ou assistir a entrevistas culturais.

Nesta situação cultural muito desagradável, os evangélicos devem se declarar dolorosamente explícitos de que não falamos sobre o pecado da homossexualidade como se nós não tivéssemos pecado. Na verdade, é exatamente porque nos reconhecemos pecadores e sabemos da necessidade de um salvador é que viemos a crer em Jesus Cristo. Nosso maior temor não é que a homossexualidade seja normatizada e aceita, mas que os homossexuais não reconheçam sua própria necessidade de Cristo e do perdão dos seus pecados.

Esta não é uma preocupação que seja facilmente expressa aos poucos. É no que verdadeiramente acreditamos.

Ficou abundantemente esclarecido que os evangélicos falharam de tantas maneiras na solução deste desafio. Temos com freqüência falado sobre a homossexualidade de maneira crua e simplista. Falhamos em reconhecer que a sexualidade define claramente que somos seres humanos. Falhamos em reconhecer o desafio da homossexualidade como questão evangélica. Somos aqueles, afinal, que supomos saber que o Evangelho de Jesus Cristo é o único remédio para o pecado, a começar do nosso próprio.

Minha esperança é que os evangélicos estejam agora prontos para assumir este desafio de uma maneira nova e significativa. Realmente não temos escolha, pois estamos falando de nossos próprios irmãos e irmãs, nossos próprios amigos e vizinhos, ou talvez os jovens nos bancos ao lado.

Não podemos escapar do fato de que estamos vivendo no meio de uma revolução moral. Entretanto, não é apenas o mundo que nos rodeia que está sendo testado, mas também a igreja cristã. Precisamos descobrir quanto cremos no Evangelho que tão impetuosamente pregamos.

Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin
Copyright:
© R. Albert Mohler Jr.
© 2011 Editora Fiel

Traduzido do original em inglês: Evangelicals and the Gay moral Revolution. Publicado originalmente no site: www.albertmohler.com

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e/ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.


1 Dr. Albert Mohler é o presidente do Southern Baptist Theological Seminary, pertencente à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos; é pastor, professor, teólogo, autor e conferencista internacional, reconhecido pela revista Times como um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano. É casado com Mary e tem dois filhos, Katie e Christopher.

Fonte: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=371

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