domingo, 31 de março de 2013

Consciência Cristã lança Carta aos evangélicos brasileiros

A VINACC – Visão Nacional Para a Consciência Cristã – promotora do Encontro Para a Consciência Cristã há 15 anos em Campina Grande-PB, lançou, nesta sexta-feira (15/03/2013), uma carta endereçada aos evangélicos brasileiros, exortando-os a não se conformarem com este século, conforme mensagem do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 12, versículo 2.

A Carta é resultado de obervações feitas durante as sete ministrações noturnas do XV Encontro Para a Consciência Cristã, realizado de 6 a 12 de fevereiro de 2013, pelos pastores: Hernandes Dias Lopes, Geremias do Couto, Renato Garcia Vargens, Aurivan Marinho, Mauro Meister, José Bernardo e Ricardo Bitun

Eis a carta na íntegra:


Não vos conformeis
Carta da 15ª Consciência Cristã

A Igreja Brasileira, solidamente representada no XV Encontro para a Consciência Cristã, realizado em Campina Grande de 6 a 12 de fevereiro de 2013, incumbiu-se de avaliar a situação do movimento evangélico em nossa nação, à luz da convocação que o apóstolo Paulo fez aos crentes em Roma, para a prática da teologia que ensinou nos onze primeiros capítulos da carta que lhes escreveu: "Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional  de vocês.  Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Vivemos tempos de grande inquietude para aqueles que decidiram conhecer, praticar e ensinar as Escrituras como a Palavra de Deus. Por todo lado se ouve de heresias, mundanismo, desvio e promiscuidade com toda sorte de ideias de homens: Por fraqueza e ignorância, por conveniência e prazer, por ganância e apostasia. Os lobos passeiam livremente pelo meio do rebanho e dilaceram as ovelhas e o dano que fazem nos horroriza; não podemos observá-lo passivamente. Exortamos e animamos a igreja a tomar-se de um inconformismo santo que a impulsione à mudança. Nós chamamos a noiva a encher-se de um descontentamento que a leve à transformação no íntimo, cremos que somente assim experimentaremos as coisas boas e desejáveis que Deus quer para nós.

Não vos conformeis com a amargura
A felicidade exaustivamente propagandeada nos comerciais de televisão é fugidia. De fato, vivemos em um mundo cada vez mais infeliz, amargurado, cheio de angústias, desespero e perplexidade. A infelicidade serve apenas aos mercadores de sonhos e envolve as pessoas em uma inútil e ansiosa corrida. Nesse cenário a depressão é uma pandemia que afeta a Igreja tanto quanto o mundo e enfraquece a motivação para a transformação e para o serviço. Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força, mas nossa alegria é roubada todos os dias: 
a) pelas circunstâncias, quando não conhecemos a grandeza de Deus; 
b) pelas pessoas, quando não exercemos o perdão; 
c) pelo dinheiro, quando amamos as coisas materiais; 
d) pela preocupação quando nos falta fé. 
Deixemos de lado essa tristeza mundana e abracemos a alegria no Senhor nosso Deus.

Não vos conformeis com a soberba
A arrogância do ser humano chega a tal ponto que ele se achou dono da verdade, cada um de sua própria e particular verdade. As pessoas tornaram-se tão evidentes aos próprios olhos que não podem mais enxergar o próximo e são incapazes de ver Deus. A Igreja tem sido afetada por esse orgulho, por essa vaidade, e sofrido as mesmas consequências que em Babel: Como Igreja, estamos separados, divididos, não nos entendemos e não servimos a Deus, porque estamos cultuando mais a homens e aos desejos da carne, porque estamos construindo para nossa própria glória, achando que podemos atingir o céu por nossos próprios méritos. Deus, em sua graça insuperável, poderia nos lembrar de que somos pó, mas temos fugido disso:
a) quando rejeitamos o sofrimento;
b) quando desprezamos o autocontrole;
c) quando valorizamos nossos próprios desejos;
d) quando ignoramos os planos de Deus para nós. 
Venha Igreja! Gloriemo-nos em nossas fraquezas, pois quando estamos fracos é que somos fortes.

Não vos conformeis com o pecado
Ló, separando-se de Abrão, escolhendo as campinas verdejantes, tão aprazíveis que se pareciam com o Jardim do Senhor, ficando cada vez mais perto de Sodoma e Gomorra e finalmente perdendo tudo, é um modelo do que acontece com a Igreja e com os crentes hoje. A cobiça dos olhos tem atraído, seduzido, gerado pecado e morte. A ganância pelas coisas materiais, pelo sucesso a todo custo, a busca insana pela aceitação do mundo e pela fama têm sido tão envolventes e ilusórias que os crentes se aproximam do pecado achando que estão encontrando a bênção de Deus. O pecado se torna aceitável e tão comum que às vezes parece obrigatório. Nesses dias chamamos a Igreja para reagir, nós a conclamamos a: 
a) odiar o pecado como Deus o odeia; 
b) fugir do pecado como Deus ordenou; 
c) buscar a santidade como Deus é santo; 
d) denunciar o pecado falando o que Deus diz sobre ele. 
Confiados de que temos recebido na graça os recursos para uma vida em santidade, chamamos os crentes a serem amigos de Deus, porque os amigos do mundo são inimigos de Deus.

Não vos conformeis com a igreja
Quando as igrejas estão se conformando com o mundo, não podemos nos conformar com elas. A Igreja sempre lutou contra heresias: Os judaizantes e os gnósticos no primeiro século, os ataques à humanidade ou à divindade de Cristo, a mercantilização da salvação na Idade Média, a negação da Verdade na modernidade, a contaminação da verdade na pós-modernidade. A diferença é que hoje a crise que a Igreja enfrenta é eclesial. As pessoas percebem que as igrejas têm se desviado do plano de Deus e, com isso, as abandonam e menosprezam. O inconformismo que a Palavra de Deus exige de nós nada tem a ver com essa atitude de descompromisso. A Igreja é uma instituição divina e se expressa institucionalmente. Somos chamados a enfrentar o mundanismo e o pecado dentro dela, não pelo abandono, mas lutando para que seja a Igreja que Cristo quer:
a) igreja com a missão de Cristo;
b) igreja com a confissão de Cristo;
c) igreja com a revelação de Cristo;
d) igreja com a autoridade de Cristo. 
Não nos conformemos! Há esperança para a Igreja do século XXI pois é Deus quem estabelece a revelação que a mantém. Portanto, trabalhemos por uma igreja que cumpra o propósito dado pelo Senhor segundo os recursos que Ele mesmo provê.

Não vos conformeis com o culto
O culto que oferecemos a Deus nesse mundo tem sido marcado pela alienação e pelo simplismo. As pessoas nos conhecem mais por nossas obrigações do que por nossas motivações, mais por nossos costumes do que por nosso pensamento. Nossa adoração a Deus não tem produzido os resultados que Deus espera de nós, em nossas vidas ou nas vidas daqueles que nos observam. Mas Deus nos chama para um culto em que nos ofereçamos continuamente em santidade ao Senhor, de modo que isso seja primeiro agradável a ele e, assim, se torne agradável a nós. Esse culto que devemos oferecer a Deus deve ser:
a) fundamentado em sólido conhecimento das Escrituras;
b) caracterizado pelo dar de nós mesmos;
c) distinguido pela renovação de nossa mente;
d) resultante na experimentação da vontade de Deus. 
Não nos conformemos com um culto que não seja aceitável a Deus. Seja o nosso culto um sinal da presença de Deus para todos os homens, um testemunho incontestável da graça salvadora de Deus. Ofereçamos a Ele um culto que o agrade verdadeiramente e comecemos isso, como Paulo, pelo ensino da sã doutrina.

Não vos conformeis com o silêncio
A Igreja foi chamada para comunicar o Evangelho e ensinada por Cristo a fazê-lo na pregação, no ensino, no testemunho e na representação. Como crentes em Cristo não podemos nos calar a qualquer pretexto ou em qualquer situação. Devemos obedecer a Deus primeiro, não aos homens, e responder a quem quer que questione a esperança que recebemos em Cristo. Mas a Igreja tem se calado nas escolas e universidades, nos locais de trabalho e nos lugares públicos, com os amigos e os vizinhos, às vezes com a própria família. Os crentes têm emudecido por causa das leis, para não perder os amigos ou clientes, para não perder o status ou o emprego, temendo multas e prisão. A Igreja tem sido afrontada com mentiras e calúnias, ameaçada e desprezada, e não tem sido capaz de responder, porque teme coisa que acha pior. Nesse cenário somos chamados a: 
a) não ter medo como as pessoas do mundo; 
b) não ficarmos alarmados diante da perseguição; 
c) termos Cristo como único Senhor, único dono de nossa vida; 
d) nos prepararmos para responder a qualquer pessoa que questione a esperança que temos em Cristo. 
Rompamos o silêncio e anunciemos o Evangelho, respondamos a qualquer pessoa e em qualquer situação, a tempo e fora de tempo!

Não vos conformeis com a morte
Muitos líderes têm deixado uma lacuna de integridade, um vazio de direção, uma ausência de paz no meio da Igreja. Nosso povo, muitas vezes está perplexo, confuso, inseguro e isso causa temor e angústia acerca do futuro da Igreja. Essa era a situação de Israel no início do livro de Isaías. O inimigo estava às portas, o pecado consumia o povo e o rei morreu deixando um trono vago. Nessa situação o profeta teve uma visão que a Igreja Brasileira também precisa ter: 
a) uma visão da soberania de Deus; 
b) uma visão da santidade de Deus;
c) uma visão da miséria humana; 
d) uma visão dos meios para a salvação. 
Depois dessa visão Isaías pode ser comissionado para o ministério que denuncia o pecado e que anuncia a restauração. Diante dos problemas e dificuldades que enfrentamos na Igreja nesses dias, não podemos nos conformar com a mesmice, não podemos nos entregar à estagnação, não podemos nos conformar com uma igreja morta. Deus reina soberano, Ele é santo, Ela ama a nós pecadores e proveu meios para nos salvar, portanto, apresentemo-nos para a missão que Ele anuncia. A revelação dessas coisas deve ser continuamente enfatizada aos crentes, até que, inconformados, clamem contra o pecado e celebrem a alegria da salvação.

Aos trinta dias do encerramento do 15° Encontro para a Consciência Cristã, em 12 de março de 2013, nós reafirmamos juntos que não nos conformamos com a estagnação da presente era, antes buscamos mudança pela renovação de nossa mente.

Fonte: http://geremiasdocouto.blogspot.com.br/2013/03/vinacc-lanca-carta-exortando-os.html

domingo, 10 de março de 2013

A Oração Do Senhor Como Nosso Pão Diário

André de Araújo Neves

Tenho passado os últimos dias pensando a respeito do quão paradoxalmente o pensamento cristão hodierno parece não estar alinhado com os ideias do cristianismo primitivo. Podemos ver claramente algumas passagens do Novo Testamento que, ao olhar do cristão moderno, soam até mesmo “exóticas”, por causa não apenas da distância entre o que está ali retratado e do “mundo” que vivemos hoje, mas principalmente porque nos parecem completamente impraticáveis, e até mesmo “erradas”, se partirmos dos pressupostos de que a igreja hodierna é mais evoluída, ou que a nossa cultura hoje é mais privilegiada em termos de conhecimento ou no aspecto patrimonial. Na verdade, soa-nos estranho passagens como Atos 2: 44-47:

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. (…)”

Ora, por que eu digo que tal coisa nos soa de modo exótico? Porque para a nossa realidade, achamos que o dever se assistir o irmão mais necessitado é do Governo, das ONGs, ou mesmo do departamento de assistência social da Igreja (se é que temos um), afinal, não é para isso que doamos os nossos dízimos e ofertas para a Casa do Senhor? Mas, veja bem, nós verdermos as nossas propriedades e bens, e repartirmos com todos? Isso é uma novidade para nós, criados sob a égide do capitalismo. Veja bem, não estou aqui defendendo nenhuma cor ou bandeira político-econômica. Estou apenas tentando evidenciar que o princípio da solidariedade patrimonial, que estava presente na comunidade cristã primitiva, nos dias atuais não passa de uma utopia.

Já tive o desprazer de ouvir pessoas que, utilizando-se do púlpito de suas igrejas, ao invés de pregarem a Palavra de Salvação aos perdidos ou uma Palavra de edificação à igreja, usa o precioso tempo do culto ao Senhor para explanar sobre sua própria vida, suas conquistas, suas qualidades, tendo quase sempre como pano de fundo a falaciosa teologia da prosperidade. Infelizmente, em uma dessas ocasiões, ouvi de um pregador, que também era empresário, a afirmação de que ele conseguia comprar, em média, cinco automóveis novos por ano. Não sei quanto ao leitor, mas a mim, aquilo chocou profundamente. Veja bem: não estou dizendo que isto seja errado, não estou dizendo que seja impossível Deus abençoar Seus servos com automóveis, desde que isso seja, em última análise, para a Sua glória, e não para a glória e deleites egoístas do indivíduo. De qualquer forma, não vi nenhuma necessidade de o referido “pregador” (se é que o podemos designar dessa forma) ter mencionado tal fato, digamos assim, tão narcisístico. Afinal de contas, qual é o ser humano que tem necessidade de ter cinco veículos, e de trocá-los anualmente?

Uma das coisas que me leva a refletir a respeito disso, é a Oração do Senhor, conhecida mundialmente como a “Oração do Pai-Nosso”, que nos foi ensinada pelo próprio Senhor Jesus, e na qual o Meste afirma categoricamente: “Portanto, vós orareis assim” (Mateus 6:9). Vejo nestas palavras de Jesus, algo que vai além de simples recomendação ou conselho, mas sim um mandamento, mesmo porque Ele o faz em resposta a uma solicitação da multidão (Lucas 11:1). Não estou afirmando que o Cristão deve sempre recitar a oração-modelo a cada momento devocional seu, mas sim que devemos usar essa oração como uma espécie de “norte”, para os nossos momentos de diálogo com o Senhor, quer individualmente, quer coletivamente. Significa que, se uma oração que fazemos ao Senhor, não contiver os mesmos elementos da Oração do Pai-Nosso, ou não os conviver nas mesmas proporções, algo está errado de nossa parte, e creio que é isso que o Senhor Jesus estava nos ensinando.

Não pretendo aqui fazer um estudo completo e exasutivo sobre a Oração do Senhor, porém, gostaria de me ater ao quesito Petição, que, sem dúvida, está presente na oração-modelo. Podemos designar petição como o ato da parte daquele que ora ao Senhor de pedir-lhe, solicitar-lhe, suplicar-lhe algo que lhe seja necessário para a subsistência material ou espiritual. Assim, temos as seguintes frases petitórias na Oração do Pai-Nosso:

(1) Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu;

(2) O pão nosso de cada dia nos dai hoje;

(3) Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

(4) Não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Observemos que, dessas quatro petições, três delas são de cunho espiritual, e apenas uma delas (o que talvez represente, em termos estatísticos, menos de 15% do total) tem como plataforma a necessidade material daquele que ora: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, e mesmo assim, este apenas contempla a necessidade mais básica do ser humano, que é o alimento. O próprio Senhor nos admoesta que:

Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mateus 6:25)

Quanta discrepância vejo hoje em dia nas orações proferidas em nossas igrejas, onde a necessidade material, sem dúvida, ocupa lugar de destaque nas petições que os crentes costumam fazer ao Senhor. E veja bem, não que seja errado pedir, a petição é uma parte normal e importante da oração, claro. Porém, o papel que tem sido dado a ela, em detrimento das demais, tem sido no mínimo preocupante. Necessidades espirituais tem sido esquecidas em muitas orações, quando elas deveriam ter um papel preponderante, sem nos esquecer logicamente das ações de graças, do louvor, do reconhecimento e confissão dos pecados em sincero arrependimento, etc., que são, sem dúvida, parte da vida de oração normal de qualquer cristão, e que, sem elas, podemos dizer que NÃO há oração! Na verdade, infelizmente, hoje em dia podemos afirmar que muitos cristãos (e muitas igrejas) não oram, não obstante terem seus momentos de dirigirem palavras à divindade. E isso ocorre simplesmente porque, nessas orações, apenas há petições, e, na maioria das vezes, pedidos de ordem material, e não espiritual. Esta é a razão pela qual muitas dessas orações não são ouvidas: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” (Tiago 4:3) Enquanto não houver um sentido maior de solidariedade e desejo de estender os benefícios que temos recebido do Senhor ao nosso próximo, não obteremos resposta aos nossos pedidos, pelo menos não da mão do Senhor.

Não obstante tudo que dizemos até aqui, temos que reconhecer que a própria Palavra nos ensina a pedirmos ao Senhor tudo aquilo que sentimos que temos necessidade de pedir-lhe, sempre reconhecendo que o Senhor é soberano e sabedor do que é o melhor para os Seus filhos (e nesse ínterim, é que descobrimos que muitas vezes aquilo que pedimos ao Pai pode não ser o melhor para nós). Mesmo assim, é mister que lhe peçamos aquilo que necessitamos, sendo subimissos à Sua perfeita e agradável vontade (Romanos 12:2), lembrando ainda que a resposta às nossas orações petitórias podem ser três: (1) Sim; (2) Não; ou (3) Espere. Na nossa cultura moderna, não temos aprendido o valor da espera, mas para uma vida cristã normal e saudável, precisamos exercitar esta virtude!

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” (Filipenses 4:6)

Portanto, que possamos refletir sobre o ensinamento do Senhor Jesus ao nos deixar esta magna oração, que ao mesmo tempo é tão singela, fazendo com que nós aprendamos a moldar nossas orações neste padrão deixado pelo Messias. Temos que reconehcer que nossas orações, especialmente aquelas proferidas no culto público, precisam acima de tudo glorificar ao Senhor em todos os aspectos, tanto quanto ao seu teor devocional quanto ao seu rigor escriturístico. Não devemos ultrapassar o que está escrito (1 Coríntios 4:6), e creio que, certamente, este princípio vale também para as nossas orações. Que este possa ser um tempo de recomeço para muitos que tem sido despertados para uma vida de oração correta biblicamente, mais busca de santidade pessoal em meio às tentãções, e de zelo na busca dos dons espirituais e ministeriais necessários à Igreja dos nossos dias.