segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Experimentando o Novo de Deus

A fé cristã é uma crença bem diferente de todas as demais existentes, pois enquanto muitas religiões apregoam a necessidade do ser humano redimir-se a si mesmo mediante grandes esforços pessoais e através de cerimônias e rituais de purificação, o Cristianismo traz uma nova e ousada proposta: você não precisa fazer nada, Cristo já fez tudo por você. Sim, há necessidade de crer, porém essa fé nasce naturalmente quando o homem dá ouvidos à Soberana voz do seu Salvador, que graciosamente bate à sua porta e lhe convida a um maravilhoso banquete. A bem da verdade, o Evangelho é um chamado à abundância de vida e de felicidade. Não qualquer tipo de felicidade, disponível igualmente em riquezas e viagens, mas uma felicidade muito mais profunda, muito mais plena, muito mais abundante e muito mais verdadeira, pois independe de circunstâncias, e subsiste mesmo às maiores adversidades. Ao aceitarmos este chamado, estamos adentrando a uma das maiores aventuras da nossa vida terrena: a nossa nova vida em Cristo.

A respeito dessa nova vida, o apóstolo Paulo declara:

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Apenas neste versículo, aprendemos que, para desfrutar desta nova vida, é preciso dar estes quatro passos: (1) Estar em Cristo; (2) Ser uma nova criatura; (3) Deixar as coisas velhas passarem; e, finalmente, (4) Viver o novo de Deus. Todo cristão em sua caminhada aqui nesta Terra, precisa perseverar na fé até o fim, e é através desta fé que ele poderá usufruir da plenitude de sua vida cristã.

Os que são chamados para o Louvor e a Adoração na casa do Senhor precisam atentar para estes requisitos, pois são essenciais para que eles possam, com unção e ousadia, cumprir o ministério para o qual foram vocacionados. A música no culto não pode ser mecânica, protocolar, servindo meramente como entretenimento ou para preencher um tempo na liturgia. Ao contrário, ela precisa ser dinâmica, inspirativa, profundamente bíblica e espiritual, e principalmente, ser executada por pessoas genuinamente nascidas de novo e profundamente comprometidas com o Evangelho de Cristo.

Dessa forma, nós músicos e cantores precisamos refletir a respeito de nossa condição atual, visando um contínuo despertar e aprofundamento na verdade e na santidade bíblica. A primeira pergunta que precisamos fazer é se realmente estamos em Cristo! As Escrituras nos apontam várias exortações neste sentido, tais como nas seguintes passagens: João 15:6; II Coríntios 13:5; Efésios 5:15; I João 4:15, entre outras. De igual forma, precisamos ter em mente que somos novas criaturas em Cristo Jesus, e por este motivo devemos deixar de lado as coisas da velha natureza (Gálatas 5:19-21), que militam contra o nosso espírito e nos atrapalham a comunhão com Deus, e nos aprofundarmos nas virtudes da nova vida em Cristo (Gálatas 5:22).

Outrossim, é preciso deliberadamente deixar as coisas velhas para trás, pela fé e em obediência à palavra de Cristo. Alguns exemplos de “coisas velhas” que muitos músicos cristãos têm dificuldade de deixar para trás são as músicas profanas que costumavam ouvir, posturas de estrelismo musical, vestes que não se coadunam com a simplicidade e o pudor que o culto público impõe, falta de submissão em amor aos líderes, irreverência e imoderação. É preciso uma decisão radical no sentido de romper com tais coisas, visando agradar ao Senhor e obter maior êxito em nossas atividades ministeriais.

Em último lugar, é essencial o viver o novo de Deus. Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, nos admoesta: “(...) assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4). Que esta novidade de vida possa refletir no que cantamos ou tocamos, e principalmente, na forma com que cantamos ou tocamos. Precisamos nos lembrar de que cada culto é um “novo” culto, uma nova oportunidade de ofertar ao Senhor as nossas vidas, os nossos dons e talentos, usando-os para a edificação daquela parte do Corpo de Cristo, reunida em uma determinada hora e no local onde comungamos, com um propósito bem definido que é o de proclamar o Evangelho da Salvação. E que, ao oferecermos a nossa adoração a Deus em forma de cânticos espirituais, preparemos a atmosfera da reunião para receber a exposição da poderosa Palavra de Deus. “Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis?” (Isaías 43:19) A Ele a glória!

Soli Deo Gloria.


*Texto publicado também no Jornal Há Esperança 20ª Edição (página 13), de Montes Claros-MG, mantido pela Web Rabio Há Esperança.

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